Lourenço Dantas
Ama Pode Fechar as Portas em Timon
A Associação dos Amigos dos Autistas de Timon (Ama) enfrenta um grave risco de encerrar suas atividades na cidade
Segundo Danilo, até o momento, ele não conseguiu estabelecer diálogo com o atual prefeito e suas tentativas de contato com a secretária de saúde também foram infrutíferas.A Associação dos Amigos dos Autistas de Timon (Ama) enfrenta um grave risco de encerrar suas atividades na cidade. A situação delicada da instituição, que atua sem fins lucrativos, preocupa pais de crianças autistas que dependem de seus serviços. A redação do Portal do Dantas foi procurada por esses familiares e decidiu ir até a Ama para aprofundar o assunto, entrevistando o presidente Danilo.

Segundo Danilo, até o momento, ele não conseguiu estabelecer diálogo com o atual prefeito e suas tentativas de contato com a secretária de saúde também foram infrutíferas. A instituição atende atualmente mais de 289 crianças autistas que estão ansiosas pela retomada das atividades.

“A situação é muito complicada, pois estamos sem um orçamento próprio e operamos com base em parcerias”, afirmou o presidente. No ano passado, a Ama conseguiu atender mais de 100 crianças, mas a continuidade deste trabalho está ameaçada.
Entre os serviços oferecidos pela Ama, destacam-se o acolhimento das crianças, que após serem atendidas, são encaminhadas para assistência social e, em seguida, para os terapeutas.
A instituição também disponibiliza um serviço de neuropsicopedagogia, essencial para o início das terapias. Danilo expressou sua preocupação, relatando que, durante a nossa conversa, um pai que buscava atendimento para seu filho teve que sair de mãos vazias, dado que a instituição se encontra parada.

Atualmente, a Ama possui um convênio com a Uninassau , que oferece serviços de odontologia, nutrição, psicologia, fisioterapia, direito, terapia ocupacional e enfermagem. Além disso, a faculdade IESM fornece neuropsicopedagogia. Contudo, para que a instituição volte a operar de forma plena, é essencial a formação de uma parceria com a administração municipal, especialmente através do gestor e da secretaria de saúde.
A realidade enfrentada pela Ama é um convite à reflexão sobre a importância do apoio governamental às instituições que atuam com grupos vulneráveis, como as crianças autistas. A continuidade do atendimento e o fortalecimento dessa causa dependem do envolvimento da comunidade e das autoridades locais.









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